A mente
Não existe instrumento de criação mais divino do que a mente humana.
Sempre fico fascinado com a nossa capacidade de aprender, inventar, dissimular, de amar. Mas como eu mesmo mencionei acima, considero a mente humana como um espantoso “instrumento”. E como todo instrumento, precisa de algo (ou alguém) para manuseá-la.
Posso dizer, com 99,9% de certeza que o grande mestre que opera esse instrumento grandioso é o conhecimento. Ele é a definição e o indefinido, é o conceito e o enigma, é o achado e o não encontrado.
Mas como o conhecimento pode guiar minha mente através das águas calmas da certeza sem antes passar pelas incríveis e as vezes inaceitáveis tempestades de uma dúvida?
A dúvida tem o poder de se equiparar ao medo sendo que, assim como para com o medo, para superarmos uma dúvida, temos de ter coragem, pois, somente os covardes olham uma duvida e abaixam a cabeça, recuando para a mesma, do mesmo jeito que recuam frente a seus medos. E assim são os covardes e intolerantes, que atacam o que é tido como certo e recuam frente ao que é incerto.
Temos então o estigma, uma espécie de câncer evolutivo. Típico dos covardes e intolerantes.
Mas o que acontecem com os chamados “corajosos” frente aos medos e às duvidas?
Seja corajoso e você mesmo irá enxergar; Busque, e você irá encontrar; aprenda e você irá duvidar. Mas não pare! Não se acomode! Pois a “duvida” é para o conhecimento o que o “medo” é para o covarde ou o corajoso. Se você recuar, estará condenado a estar eternamente mergulhado em uma tempestade disfarçada de calmaria. Se tiveres a coragem de seguir, mesmo que tiveres a impressão incômoda daqueles que não sabem onde estão pisando, irá sentir o que somente os apaixonados conseguem sentir: a verdadeira razão de existir.
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